18/01/2018

Lookbook | The Only Way

Um look esquecido de um domingo de manhã, dia 16.07.17


14/01/2018

May the odds be ever in your favor.

    Em 2014 eu estava tão feliz que eu pensei que iria morrer.
    Até hoje não me senti assim de novo e eu sempre me pego pensando no porque disso. Tipo, naquela época eu estava terminando o ensino médio, estava tudo dando certo na ecola e minhas notas em matemática eram as melhores da turma pela primeira vez desde toda aquela depressão. Eu também estava tendo amizades que eu sempre tinha sonhado em ter antes.
    Na vida eu não fazia nada. Nada mesmo! Eu não fazia as minhas sonhadas aulas de guitarra, nem balé, nem realizva esses sonhos todos. Eu só chegava em casa e dormia depois das aulas. Eu perdia tempo na internet lendo sobre famosos, e procurando músicas novas para ouvir sem nenhuma preocupação com o futuro e sem nenhum peso de responsabilidades. A única coisa que eu tinha que me preocupar na época era de terminar meu curso de informática que estava no último ano também e fugir de um garoto que estava no meu pé no curso.
    Mas nem tudo são flores, e agora eu sinto todo peso da vida. Na verdade eu já comecei a sentir o drama da vida adulta (que eu nunca quis inclusive), quando eu fiz meus 18 anos. Eu fiquei depressiva e frustrada de novo e de repente o conto de fadas dos 17 havia me abandonado.
    Eu fiz as piores burradas da minha vida como, tentar fazer faculdade sem bolsa e dinheiro, comprei uma câmera semi profissional e adquiri uma dívida bem linda pra minha vida. E sem nenhuma responsabilidade eu gastei a grana da mensalidade da faculdade comprando um box de livros do Gossip Girl que eu nem li e vendi no ano passado. Também consegui um primeiro emprego péssimo que sugou toda minha vida e de todas essa foi a burrada mais cagada que eu fiz, mas tudo pelo desespero de ter que pagar a faculdade.
    Desde então eu consegui mais dum emprego ruins e alguns temporários que só ajudaram mais ainda a ferrar com meu psicológico e afirmar o quanto eu sou inútil, porque nem um emprego que preste eu consigo arrumar. É sempre alguma coisa que vai sugar todo o meu dia e noite, e não poderei fazer mais nada da vida a não ser ficar infeliz. Só fico um pouco confortável porque consegui terminar de pagar a dívida que arrumei com a câmera ano passado, mas acabei tendo que vender ela também. Agora só falta terminar de pagar a faculdade que eu nem estou fazendo mais, e deixei uma dívida bem linda antes de sair. Eu sinceramente não sei como eu ainda não vendi meus rins até hoje, porque eu não tenho mais nada de valor pra vender, e meu quarto que já foi lotado de coisas um dia, agora só tem eu e um computador velho praticamente.
    Mas a verdade é que desde então eu só sinto um peso e saudades de 2014. Se eu dormir de tarde agora, eu acordo com mais peso ainda, e a consciência mais pesada do que nunca. Eu não sinto mais aquele prazer de poder dormir de boas à tarde sem pensar que estou perdendo tempo, e olha que naquela época já era assim, porque eu me cobrava muito. Agora perdi até meu direito de decidir a hora que quero dormir. As novas regras é que não posso passar da meia noite. Mas tipo... eu sou uma pessoa noturna e não funciono de dia. De noite eu tenho uma adrenalina que não dá pra explicar. Tirar esse direito é como tirar a minha vida (se é que tenho uma).
    O pior de tudo é que eu ainda estou tentando ir atrás dos meus sonhos, e é muito difícil porque não importa o que eu faça, vai sempre parecer que estou perdendo tempo. Eu faço meu tão sonhado curso de canto e instrumento, e parece que estou perdendo tempo. Eu entro em uma equipe de Cheer e viro atleta, e parece que estou perdendo tempo. Eu invisto nas minhas lojas online que vendo meus desenhos, e parece que estou perdendo tempo. Nada é igual a quando eu tinha uma esperança de futuro. Tudo é muito frustrante e parece que vai dar errado e que nunca vou chegar lá. Não vou nem tentar me matar porque vai dar errado também. Se eu me encontrasse com a Jeice de 2014 eu nem teria coragem de contar como seria a vida dela agora, porque aí sim eu me mataria naquele ano mesmo, pra ficar feliz para sempre.
    Todos os anos que se iniciam desde que terminei a escola, é como se fosse um jogos vorazes muito louco. Quando dá janeiro eu já começo a correr como louca para sobreviver, mas no final eu só morro na praia. Se fossem jogos vorazes de verdade eu não seria uma Katniss e de fato já tinha sido exterminada, porque eu nunca sei o que fazer e nem que direção estou seguindo. Entra ano e sai ano e eu estou no mesmo blog escrevendo reclamações e tem um monte de gente apontando meus fracaços na vida real, e essa é uma grande frustração, afinal todo mundo sabe que tento ganhar uma grana com a internet desde 2009 quando eu ainda tinha 12 anos e descobri o universo virtual. Mas eu já virei até piada para minha família porque nunca acontece nada por aqui também e eu só perco mais tempo ainda. Ninguém tem mais paciência para me esperar dar certo, e nem eu mesma estou tendo agora. Mas como diria Effie...
10.01.18